Caramujos africanos podem transmitir um tipo específico de meningite

A Infestação de caramujos gigantes africanos já foi identificada em todo o país. O caramujo africano que foi importado ilegalmente do leste e nordeste africano no final da década de 1980 para ser servido como escargot – um caramujo comestível – aqui no Brasil, já foi registrado nos 26 estados e no Distrito Federal.

Segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza, as espécies invasoras representam a segunda maior ameaça à biodiversidade de todo o planeta.  

O molusco é um dos principais transmissores da meningite eosinofílica, que diferente da meningite mais conhecida, é causada por um verme presente na carne e no muco do molusco.

A pesquisadora Silvana Thiengo, chefe do Laboratório de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz, dá detalhes de como a população pode ajudar no controle da infestação. 

“É importante que as pessoas que veem e detectam esse caramujo, nos jardins, nos quintais, façam catação desses moluscos. Além de coletar, antes do descarte no lixo, seria bom matar esses moluscos, por que se não vamos contaminar os lixões. Pode matar com água fervente ou colocar sal também na água”. 

Em nota, o Ministério da Saúde informa que são ofertados anualmente cursos de capacitação direcionados ao controle do molusco. E que a população deve realizar a correta higienização de legumes, frutas e verduras recém coletados para consumo a fim de evitar a infecção de meningite. 

*Com supervisão de Sheily Noleto
Saúde Brasília 28/03/2022 – 20:05 Sheily Noleto / GT Passos Lucas Cupertino* – Estagiário da Rádio Nacional Caramujo africana espécie invasora meningite segunda-feira, 28 Março, 2022 – 20:05 1:45

Fonte: Saúde

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